sábado, 12 de maio de 2012

Feliz Dia das Mães

Mãe é bom, em qualquer idade! Sem ela ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora, não é nem um pouco maternal conosco.
O mundo não se importa se estamos bem ou mal, o mundo quer defender o seu, não o nosso.
O mundo nos olha superficialmente, quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos para enfeitar ele próprio, como se fossemos objetos de decoração do planeta.
Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com a nossa limpeza interna.
O mundo não tira a nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa, não chora nossas tristezas, nem sorri nas nossas alegrias.
O mundo quer nosso voto, mas não atende as nossas necessidades. O mundo não tem doçura nem paciência para nos ouvir. O mundo não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio... O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas.
MÃE, é outro mundo, é emocionalmente incorreta! Exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até...corruptível, se oferecermos em troca, alguma atenção.
Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades.
Enquanto o mundo exige eficiência máxima e cobra caro pelo seu tempo...
MÃE É DE GRAÇA!
Mãe é incondicional no seu amor.
MÃE, é asa veloz que Deus nos deu para que possamos trilhar a vida com segurança.
GRAÇAS A DEUS EXISTEM MÃES.

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Paradoxo do nosso Tempo

"Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver. Adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; excesso de reuniões e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, Ame... AME MUITO. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vem de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem !!!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado."

George Carlin

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O meu nome é Desafio

"O problema só é problema quando se apresenta.
Logo depois do choque inicial, ele passa a ser desafio.
Por isso é tão gratificante vencê-lo, e por isso nos esforçamos.
Mas porque os problemas dão tanto medo e fazem sofrer?
Os problemas representam o desconhecido, e ninguém gosta de entrar em uma rua escura, tarde da noite e em bairro afastado.
Mas, no dia seguinte, a mesma rua sob a influência do sol, se transforma, é outra, e pode até acabar sendo a rua da nossa futura casa.
Você já andou pela sua casa de madrugada sem acender nenhuma luz?
Já foi até o banheiro ou assaltar a geladeira sem tropeçar em nada?
Tenho certeza que foi preciso um tempo para o seu cérebro assimilar o trajeto e guardar a informação de que você pode andar no escuro sem medo, sem riscos.
Assim, os problemas quando se apresentam são como quartos escuros, onde precisamos tatear as paredes e objetos para chegar até a luz.
Tudo pode ser vencido, mesmo que demore anos, que passe muito tempo aos olhos da “vida moderna e imediatista” que não sabe esperar, ainda assim, quando “chegamos lá” onde muita gente apostou que não conseguiríamos chegar, a satisfação é tão grande que nos esquecemos do início, onde acreditávamos em “problemas”.
O verdadeiro problema está em desacreditar da nossa capacidade de SUPERAÇÃO.
E superação é o mover-se com determinação no sentido contrário da dor, é mover os olhos para outra direção, é olhar para frente, ainda que ás lágrimas deixem a visão meio embaçada, é saber que após a grande tempestade, o sol vai se abrir, o chão vai florir e tudo recomeça para quem não deixou de acreditar.
Tá com problemas? Que bom! “São desafios que vem testar a sua capacidade de vencer a própria dúvida.
Depois deles, você será muito melhor. Acredite em você.”

Paulo Roberto Gaefke


sábado, 14 de abril de 2012

O grande valor da vida

"E tanta gente passa pela vida apenas reclamando dela. Não conseguem enxergar as coisas boas que ela possui.
Tudo bem, existem problemas sim, todo dia, toda hora e para todos. Mas será que se a vida fosse toda redondinha não seria meio sem graça ou pelo menos rotineira demais a ponto de se tornar cansativa?
Sei lá, não tenho bola de cristal para saber, não é mesmo?
O que realmente me faz questionar tudo isso é que muitas vezes vejo pessoas supervalorizando fatos que deveriam ser ignorados ou pessoas que não valem um minuto da nossa atenção. 
Enfim, hoje estive numa sessão de quimioterapia durante cinco horas. Não era eu que estava me submetendo a ela. Fui acompanhar um amigo, quase irmão e lá pude ver o verdadeiro significado da vida, justamente ali, num lugar onde a vida está tão frágil.
Pessoas temerosas e esperançosas. Pessoas cheias de garra, de força. Idades e histórias variadas. Lindas histórias, porque nem sempre um fato preocupante deixa de envolver uma história bonita. Pessoas simples, todos iguais, embora fosse visível a diferença social entre elas.
Existe um momento na vida em que nos damos conta que definitivamente ninguém é melhor que ninguém. Somos todos, invariavelmente, idênticos. Viemos ao mundo da mesma forma, estamos sujeitos às mesmas situações e deixaremos o mundo da mesma maneira.
Não importa se alguém tem mais dinheiro, se é mais bonito, se é de família mais importante, se tem um cargo invejável ou um carro último tipo. No final das contas, nada disso tem valor. O grande valor da vida é a própria vida.
Alguns, poucos talvez, conseguem entender isso sem precisar passar por um momento difícil, outros nunca ficam sabendo, até porque nunca passam pelo tal momento difícil e ainda outros aprendem com a vida.
Li, certa vez, num livro espírita, que nosso último pensamento antes de desencarnarmos jamais é em relação aos bens materiais que conseguimos acumular no decorrer de nossas vidas, e isso se aplica até mesmo às pessoas mais soberbas. Nossos últimos pensamentos são dirigidos às pessoas queridas que deixaremos, para as que ajudamos e que nos ajudaram, para as atitudes que nos fizeram ser grande e para o tamanho do amor que nosso coração conseguiu plantar dentro do coração de outras pessoas.
Se você me perguntar se aquele lugar me deprimiu ou se eu saí de lá triste eu vou lhe responder que não. E sabe qual a razão? Foi uma tarde bastante agradável. Eu ri, fiz pessoas rirem, conheci gente que vale a pena, estava junto de uma pessoa querida e descobri que a força, a fé, a vontade de viver, a esperança, a humildade e a amizade são os ingredientes mais importantes para o ser humano ser feliz." 

Silvana Duboc


sexta-feira, 30 de março de 2012

Não sabemos lidar com Divergências

 "Uma das contradições mais graves que carregamos é esta: gostamos de ser únicos e originais, mas esperamos que todos pensem como nós e até que sintam o que sentimos. Nossa imagem de liberais e democratas vai por água abaixo assim que enfrentamos uma opinião divergente sobre os temas mais banais – um filme que amamos ou uma música que detestamos. De futebol à religião, expressamos essa intolerância: queremos que as pessoas não só creiam no mesmo deus, mas que o concebam da mesma forma. Do ângulo da razão, desconfiamos dos que se mostram diferentes, de todos aqueles com quem não nos identificamos e das coisas que não compreendemos. Do ponto de vista emocional, não toleramos as diferenças porque nos fazem sentir sozinhos, desamparados.
Uma simples divergência sobre um assunto irrelevante pode causar a separação de duas pessoas, especialmente se elas acreditam sinceramente nos seus pontos de vista e têm a convicção de que estão certas. As relações só sobrevivem quando percebemos o lado rico dessa convivência com pensamentos diversificados. Todo mundo se diz tolerante e compreensivo em relação a posições divergentes, mas na verdade são poucos os que não se sentem de alguma forma ofendidos pelas diferenças. E elas são a raiz dos preconceitos, que não passam de generalizações precipitadas e negativas que brotam com facilidade em nossa alma. Talvez nenhum de nós esteja livre – e consciente – da condição de preconceituoso.
Quando nos referimos de maneira irônica ou humilhante àquela pessoa cuja diferença nos incomoda, revelamos nosso preconceito – seja racial, religioso, social, político ou intelectual. Esta reação de aparente desprezo, na verdade, encobre o que realmente o alimenta: a inveja. Usamos esse disfarce sempre que nos julgamos inferiores. Nossa tendência arraigada de atribuir valor às pessoas e de compará-las nos leva inevitavelmente a julgar umas melhores do que as outras. Nem sequer cogitamos a hipótese de que sejam apenas diferentes. Como consideramos nossa própria escala de valores, tampouco estamos dispostos a entender o outro ou os critérios dele – o que implicaria em reavaliar os nossos. Enquanto insistirmos em pensar desse modo equivocado, continuaremos a cometer os erros de sempre: orgulho, quando julgamos nosso modo de ser invejável; inveja, quando ocorre o inverso.
Esse eterno círculo vicioso provoca desdobramentos gravíssimos. O maior exemplo é o da guerra entre os sexos. Homens e mulheres têm diferenças marcantes – da anatomia à maneira de pensar. Desde que os homens se declararam superiores às mulheres a partir da sua escala de valores, eles gastam uma enorme energia tentando provar a inferioridade delas – o que não seria necessário caso estivessem, mesmo, convictos de sua supremacia. As lutas femininas em defesa da tese igualitária não diminuíram nossa dificuldade de pensar com liberdade, sem a urgência de avaliar quem é maior ou melhor. As mulheres não são inferiores nem iguais aos homens. São diferentes. E, como já vimos, diferenças não precisam gerar reflexões amarradas a juízos de valor, que rendem veredictos hierárquicos. Precisam apenas ser respeitadas".

Flávio Gikovate é médico psicoterapeuta, pioneiro da terapia sexual no Brasil.Instituto de Psicoterapia de São Paulo



terça-feira, 20 de março de 2012

Folhas Secas

"Ah! se viver fosse fácil não teríamos tantas dores e problemas espalhados em todos os cantos do planeta.
A dor visita a cada uma das pessoas com tarefas que as vezes, a primeira vista, parecem injustas demais, mas que acabam sendo necessárias para o amadurecimento do ser humano.
Problemas são como as folhas de uma árvore imensa que sempre vão cair, de uma maneira ou outra, num ciclo sem fim, o que muda é a forma como recolhemos essas folhas, ou como tratamos os problemas, pois muitas vezes deixamos as folhas acumularem-se pelo chão, sem dar importância devida para o monte que vai se formando, e quando vemos, as folhas já tomaram conta do chão, dos cantos, frestas e até dos quintais vizinhos.
Junte as folhas diariamente, cate seus problemas e resolva-os, removendo o que não serve mais, separando o que é importante e o que não é.
Folhas muito secas podem ser queimadas rapidamente, assim como os problemas pequenos, que muitas vezes damos importância demais, aumentando-os sem ao menos pensar em uma solução, paralisados pelo medo.
Não espere o Outono chegar e derrubar todas as folhas de uma vez, mantenha seu jardim da vida sempre limpo, cultive flores (otimismo), regue com bom humor, espalhe as sementes (caridade) por todos os jardins, e receba da própria natureza os lucros de sua dedicação: cheiro de terra molhada, cores e perfumes das flores, frutos que alimentam e paz que preenche o espírito.
Problemas são folhas de árvores, você é o jardineiro e Deus o semeador da vida, e a vida pede cuidados diários".


sábado, 10 de março de 2012

Ciclos em nossas vidas

"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.  
Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és…
E lembra-te :
'Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão'"
                             (Fernando Pessoa)